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Mourão diz que Previdência terá que ser discutida de novo em seis anos

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira, 15, que em até seis anos a Previdência terá que voltar a ser discutida, uma vez que a reforma que tramita no Congresso está encaminhada, mas “não da forma como nós, governo, gostaríamos”, afirmou o general.

“Qual era a primeira coisa para buscar o equilíbrio fiscal? A reforma da Previdência. Felizmente ela está encaminhada. Não da forma como nós, governo, gostaríamos, mas existe um velho aforismo no meio militar que diz que o ótimo é inimigo do bom. Então, vamos ter uma reforma boa, não uma ótima. Daqui a cinco, seis anos, nós vamos estar novamente discutindo isso aí”, disse o vice-presidente, em evento no Rio de Janeiro.


As mudanças feitas pelo Congresso na proposta de reforma da Previdência não foram vistas com otimismo pelo governo, já que a economia prevista com a reforma em 10 anos caiu para a casa dos 900 bilhões de reais. A proposta enviada aos parlamentares previa 1 trilhão de reais. As modificações ocorreram primeiro na comissão especial, cujo texto-base foi aprovado em plenário, e depois através de destaques— trechos votados separadamente.

A reforma ainda precisa ser aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados para seguir ao Senado. Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o início da última parte da votação deve ocorrer em 6 de agosto, assim que recomeçar o semestre legislativo. O recesso parlamentar inicia em 18 de julho.  A previsão, segundo o deputado, é concluir essa etapa no dia 8.

Mourão, que tem evitado falar com a imprensa após críticas internas do governo, seguiu depois para evento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), também no Rio de Janeiro.

Venda de estatais e reforma política
O vice-presidente também saiu em defesa da venda de estatais como maneira de resolver problemas fiscais – “se a empresa está dando prejuízo, e o governo não tem condições de arcar com aquilo, tem que vender”. O vice também declarou que o governo não deve expandir o número de funcionários públicos. “Não vamos contratar ninguém pelos próximos anos. Vamos fazer uma diminuição do tamanho do Estado, de forma branda”, disse Mourão.

O general ainda defendeu que o Congresso abrace a pauta da reforma política tão logo sejam concluídas as votações da reforma previdenciária. Mourão argumentou que a fragmentação do Congresso fez com que os partidos políticos deixassem “de representar o pensamento da sociedade como um todo”. “O ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete”, disse o vice-presidente.

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